Os autocarros, os autocarros... Um poço de sabedoria, doenças e drogas.
Parece que anda para aí uma doença chamada de alzaim e outra de parquisso. Devem ser doenças novas e bastante raras, porque o google também não conhece, mas parece que alzaim é uma que, e passo a citar "agente só trreme a mão e isse" enquanto que parquisso "uma pessoa fica maluca da cabeça". Fiquei com medo de serem contagiosas, porque isso de "ser maluco da cabeça" tem muito que se lhe diga e uma pessoa que anda de autocarro tem de ter sempre cuidado, nesses lugares do povo há de tudo. Parece que uma senhora coitada que foi visitar o filho à prisão, ao ser revistada, foi encontrada com droga no recto depois de os estupefacientes terem encontrado entrada pelo esfincter. Não sei em que estado estava o esfincter da senhora, mas parece que ao ser questionada sobre a origem dos estupefacientes a senhora respondeu "aii, não sei como isso foi aí parar, deve de ter sido quando me sentei no banco do autocarro". Pois sim, é bastante provável. O povo, o sacana do povo e a sua mania de deixar as suas doenças e as suas drogas em qualquer lado. A partir desse dia nunca mais me sentei no autocarro, não vá aparecer para aí um grupo de policias com cães e descobrir que tenho uma bolota no cu. E nem sei quais são os seus métodos de revista nestes casos. Mais vale prevenir que remediar.
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